NFV FORA D` HORAS 1-11-2021

01.11.2021
1-Políticos angolanos promovem intriga no seio do povo, diz Carla Prudente jornalista e investigadora cultural.
2-Sociedade Civil no Namibe apresentou “projecto de convivência nas escolas primárias ” locais.
3-Mulheres policias no Namibe marcharam contra o cancro da Mama.
4- Sindicato de Jornalista angolanos no Namibe avalia o exercicio do ano 2021.
Rádio On-line NFV, edição de Segunda-feira, 1 de Novembro de 2021, coordenação e produção de Armando Chicoca, Fonseca Tchingui editou, apresenta às notícias a Luísa Gomes,com Apoio da NED e OSISA!

Carla Prudente, jornalista investigadora da cultura

Os Políticos angolanos sequestraram a legitimidade e a vontade do povo de serem livres, diz Carla Prudente jornalista investigadora da cultura,no passado domingo 31 de Outubro, no espaço “Fala só” do NFV, dedicado aos linguístas.

“Eu sempre fui de apelar os valores morais, acho que vamos inverter, eu relego este trabalho aos políticos, os políticos ainda que eu viva até amanhã, sequestraram a legítima vontade dos angolanos serem livres e de se desenvolver, são eles os semeadores da intriga, a cospiração a perseguição”, manifestou.
A valorização das linguas nacionais deve ser um projecto de estado, disse a investigadora cultural Carla Prudente.
“Fala das linguas nacionais, nós normalmente a tendencia é de evidenciar o instrumento que serve a fala e a discussão sobre a língua, não é a expressão é o conteúdo que é esse que nos representa”, disse.

Simão Joaquim, jurista

Sociedade Civil no Namibe apresentou “projecto de convivência nas primárias escolas” locais.

O lançamento do referido projecto aconteceu na escola nova do bairro Plato, arredores da cidade capital do Namibe, sábado, 30 de Outubro do ano em curso, segundo disse o promotor do projecto, Simão Joaquim,  que defendeu que o projecto em causa é resultado de um estudo feito nos últimos meses nas escolas primárias pela sociedade namibense que acompanhou várias brigas em boladas de alunos.

“Lançamos este projecto na escola nova no bairro platô, onde consiguimos dialogar com muitas crianças, transmitimos as normas básicas de boa convivência”, esclareceu.

Mulheres policias marcharam neste sábado, 30 de Outubro contra o cancro da Mama.

A marcha da rede de mulheres policias em solidariedade as vítimas das mulheres com cancro da mama, foi encabeçda pela subcomissária, Leonor Fernanda da Vera Cruz Santana, Comandante provincial em exercício e presidente da rede de mulheres polícias.

Leonor Fernanda da Vera Cruz Santana, Subcomissária Segundo Comandante da polícia nacional em exercício no Namibe

Além das mulheres polícias, mulheres de vários extratos sociais do mosaico namibense participaram da marcha. A comissária Leonor Santana, disse que o cancer da mama constituí grande preocupação da maternidade angolana.

“O envolvimento da mulheres polícias nesta causa primeiro é que esta causa é de todos nós, porque enaquanto mulheres nós temos filhas, mâes, irmãs e até irmãos que padecem deste mal”, disse.

Maisa Tavares, Vice-governadora para política económica e social disse que as mulheres no mês de Novembro azul voltaram uma vez mais nesta marcha em solidariedade aos homens na luta contra o cancro da prostata.
“Em nome de todas as mulheres e dos homens, que sofrem pelos efeitos do cancro da mama nas suas famílias, nas suas amizades, por mês de Novembro Azul vamos ter aqui também em solidariedade dos para com os homens, que aqui nos acompanham hoje”,salientou.

“Não devemos esperar que só vamos ao médico quando tivermos um palpite na mama, antes pelo contrário devemos fazer exames médicos de rotina sempre que possível,” disse a governante.

“Viemos nesta jornada mostrar a nossa solidariedade com as mulheres portadoras de cancro da mama”, disse Hermenegilda de Ceita do departamento de finanças do comando provincial da policia nacional no Namibe.
Ouíamos mulheres policias que particiaparam na marcha em solidariedade as vítimas do cancro da mama, e reafirmaram machar o Novembro Azul em solidariedade aos homens na luta contra prostata.

Lucas Safeca, jornalista e Director da Televisão pública do Namibe.

O jornalista e Director da Televisão pública do Namibe, Lucas Safeca, foi vencedor do prémio do jornalismo “Welwitschia do jornalismo”, edição de 2020/2021, reportando a “guerra” no mar entre arrastões que arrastam tudo na bacia maritima do Namibe e as embarcações de cerco e artesanais prejudicadas por arrastões muitos destes estrangeiros e fora do controlo das autoridades do estado angolano.

Foi um trabalho investigativo que mereceu criteriosamente todos os cuidados que se impoem na atribuição do premio a dimensão do “Welwitschia”, segundo disse o reverendo padre Abel Calanje, presidente do corpo de juri proposto pelo SJA no Namibe e aceite pelo governo do Namibe no quadro da parceria existente.
” Quero manifestar a nossa gratidão pela confiança que depositaram em nós, para podermos avaliar as peças jornalisticas que nos chegaram a mesa, não foi um trabalho fácil podeis acreditar porque temos bons jornalistas que mostram trabalho naquilo que fizeram mas tal coisa, nós vivemos no mundo globalizado, um mundo com novo desafios, o que nós procuramos foi buscar diferente aquele jornalismo investigativo que vai ao encontro da opínião pública, que tem haver com a realidade da nossa gente dos problemas sociais”, referiu.
O vencedor do premio de Jornalismo, no caso o profissional da TPA Lucas Safeca recebeu um certificado, um cheque no valor de um mihlão de Kwanzas, acrescido de mais duzentos e cinquenta mil kwanzas ao vencer tambem a categoria de Televisão.
Safeca, agradeceu pela distinção e afirmou ainda que o prémio é um incentivo aos profissionais do centro de produção da televisão pública Angola no Namibe.
“Muito obrigado a organização, obrigado ao governo provincial do Namibe, por ter retomado este prêmio que sofreu interregno desde 2015, para nós jornalistas este é um prêmio que diz mais do que temos em mão, representa muito o reconhecimento da sociedade que servimos todos dias”, agradeceu.
Esperança Humbi Humbi, foi declarada vencedora no prémio welwitcshia do jornalismo na categoria de rádio, com o tema “Toxidependencia” e recebeu igualmente um certificado e um cheque no de valor de 250 mil kwanzas.
José Mário, director do Gabinete províncial de Comunicação Social do Governo estendeu uma saudação ao Secretário Provincial do Sindicado dos jornalista Angolano no Namibe.

José Mário, director do Gabinete províncial de Comunicação Social do Governo do Namibe

“Estendemos a nossa saudação oao secretário provincial do Sindicato provincial dos Jornalistas de Angola no Namibe, o senhor Armando Chicoca, estamos presentes todos hoje neste acto que vem sendo preparado desde 2020, em Maio, Junho, quando começamos a idealizar este concurso prêmio Welwitschia do jornalismo. O prêmio deixou de ser realizado em 2015, o prêmio do jornalismo regressa por determinação do governador do Namibe Acher Mangueira, por despacho 484/19 de 2020 que criou a comissão que trabalhou nos procedimentos da retoma deste prêmio culminado com a constituição da comissão de juiris”, disse.

Concorreram para este prémio 18 jornalistas sendo que 11(Onze) da RNA no Namibe e 6 (seis) da televisão e 1 (um) de imprensa (Angop), portanto, ambos orgãos de comunicação estatal e este último invalidado pelo corpo do juri, liderado pelo padre Abel Calanje, por alegadamente não ter observado os critérios de avaliação dos trabalhos jornalisticos.
Durante a gala de premiação que teve lugar sábado,30 de Outubro na estufa Municipal do Namibe , foram igualmente homenageado os antigos profissionais da Rádio Namibe (Celestino Vicente, Ismael Pena, Lopes Mulissi, Augusto José, Cristina José e Nelo Santos), da delegada provincial da Angop no Namibe (Anabela do Céu Fritz e Clemente Dala) e da TPA ( Manuel Estevão), ambos receberam os diplomas de méritos nas mãos de Carlos de Sá, Administrador Municipal do Namibe, foi igualmente homenageado Abeliano Dino da TPA, na categoria de foto jornalista.
Elias Pedro Guito, jornalista e Secretário Adjunto do Sindicato dos Jornalista do Namibe, disse que o premio do jornalista é produto da luta do Sindicato dos Jornalistas angolanos no Namibe que culminou com vários encontros entre o Sindicato do jornalistas e o governador provincial do Namibe realizado em 2019, mas lamentou o facto de ter havido alteração na atribuição do prémio do jornalista edição 2021.
“Ficamos surpresos, inicialmente estava apenas para haver distribuição por categorias e mais fomos surpresos com alteração da existencia de categoria de um vencedor da edições. O governo provincial do Namibe é o dono do prémio prontos nós apenas sugerimos então é livre naturalmente de fazer aquilo que quer implementar, para mim acho que depois do prémio vamos sentar para traçarmos novas estratégais, foi bom o prémio ter acontecido em função do que aconteceu, agora estamos em melhores condições de fazer avaliação do trabalho para se futuramente consigamos melhorar alguns aspectos que achamos que não foram bons”, disse.
Por seu turno Archer Mangueira, governador do Namibe, na ocasião agradeceu o apoio dos patrocinadores do evento e do Sindicato dos Jornalistas que tudo fizeram para que o prémio retomasse este ano, depois de suspenso há sete anos. Archer Mangueira, disse ainda que o prémio Welwitcshia do jornalismo no Namibe veio para ficar apesar das dificuldades finanaceiras.

Archer Mangueira, governador do Namibe

“Apesar das dificuldades financeiras que temos, entendemos voltar instituir o prêmio do jornalismo e contamos com isso com o apoio de algumas empresas que nos ajuadaram a preparar e patrocinaram a organização.

Gostaria de começar a felicitar premeiro o Juri pela capacidade e competência que demostrou na escolha dos premeados, fizeram certamente com bastante qualidade, com bastante competência, com insenção e a acima de tudo respeitando os critérios, regulamentos e observando a ciência”, disse.
“Gostaria igualmente de felicitar especialmente a todos jornalistas e não só, os que participaram mas a todos aqueles que não participaram porque a instituição deste prémio acaba por ser um reconhecimento, uma valorização, a um trabalho que muitas vezes é feito em condições muitos difíceis e, é de grande justiça que se faz este reconhecimento não só, aqueles que concorreram mas a todos aqueles que laboram no jornalismo, nós conhecemos bem porque acompanhamos o trabalho que fazem não me refiro só os que estão integrados nos órgãos de comunicação social públicos mas também aqueles que estão ligados aos órgaõs privados. Uma palavra muito especial aos jornalistas que foram aqui reconhecidos com certficados de mérito que já não estão no activo mas que ao longo de muitos anos dedicaram toda a sua vida profissional a comunicação social”, Concluiu.
“SJA-NBE PODERÁ IMPUGNAR PREMIO ATRIBUIDO A CATEGORIA DE RADIO”
Enquanto isso, há protestos em relação ao trabalho apresentado pela jornalista Esperança Humbi-humbi, sobre a toxidependencia por alegadamente não ter passado na emissão da rádio Namibe e se o fez passar, foi a revelia da autora do trabalho investigativo da jornalista Carla Prudente.
” Este trabalho foi feito pela jornalista Carla Prudente, ela quase que fez o trabalho há 90% e por razões de saúde foi a Luanda em tratamento e quando regressou alguém lhe comunicou que uma colega estava a concorrer com o seu trabalho sem ter passado na emissão de rádio”, disse.
O SJA no Namibe, parceiro do governo do local neste premio, está a ponderar esta situação e caso se apure a veracidade dos factos o prêmio de jornalistas na categoria de rádio, atribuido a jornalista Esperança Humbihumbi será impugnado e atribuído a verdadeira autora nos próximos dias.

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