NFV FORA D` HORAS 26-02-2024

04.03.2024

Noticiário NFV, edição de segunda-feira, dia 26 de fevereiro de 2024 com os seguintes tópicos:

1 – Aumentam assaltos na cidade de Moçâmedes e MPLA defende mais efectivos para polícia nacional;

2 – Caminho-de-ferro de Moçâmedes necessita de mais locomotivas;

3 – IDEF vai repovoar zonas devastadas no município da Bibala;

4 – Problemas financeiros paralisam obras de construção do edifício autárquico no Cunene;

5 – Estados Unidos planeiam aumentar investimentos no Corredor do Lobito.

 

Somos à rádio NFV, coordenação e supervisão de Armando Chicoca, edita Esmael Pena, produção de Domingos Marques, eu sou a Ester Culembe, com apoios do NED e da Open Society.

 

A população da cidade de Moçâmedes e arredores, capital da província do Namibe, vive um clima de inquietação devido ao recrudescimento de actos de assaltos as residências e cidadãos por meliantes.

O grito de socorro foi lançado à polícia nacional através dos órgãos de comunicação social que ainda não reagiu.

“O negócio de cada vez mais está aumentar aqueles delinquentes que estão sempre ali você não pode andar com telefone na mão, te dão corrida, te recebem dinheiro e o que tiveres a levar, deveria ter policiais mais próximo para ter acompanhamento, e ver bem esse caso. Tem que ter policia a vigiar, porque é muito difícil, porque se te verem com telefone ou dinheiro eles te ameaçam e te recebem, até nos bairro e becos eles só venhem nas escuridão você a passar. No bairro a delinquência os moço só ficam a bater à toa não importa a pessoa, até tenho um amigo no domingo lê bateram, ele estava em casa só decidiu ir comprar algo na loja ao voltar para a casa foi agredido era por volta das 18h, o’que eu gostaria que a policia fizesse é, vigiar  mas os bairros fazer qualquer coisa para deixar o bairro calmo. Está demais mesmo que é só faca os miúdos da que só estão á corta as pessoas é só mesmo policia pedimos ajuda à polícia para ver se a delinquência vai diminuir, que no mercado está muito mal, mesmo ao lado Michael bateram os motoqueiros”.

 

Aumenta a onda de assaltos na cidade de Moçâmedes.   E o comité provincial do Namibe do  MPLA  reunido recentemente nesta cidade recomendou ao Ministério do Interior o aumento de efectivos da polícia nacional para  fazer  ao clima de insegurança pública.

 

Partido MPLA no Namibe

“O comité provincial recomenda aos órgãos do ministério do interior na província a intecivicasão da fiscalização ao tráfego rodoviário devido aos números de acidentes que se tem registado, resultando em perda de vida humanas assim como  reforço de policiamento de proximidade para a garantia do sentimento de segurança a população, por outro lado o comité provincial manifestou preocupação com a insuficiência de recursos humano afetos a policia nacional a falta de meios rolantes, para a melhoria  da ação dos seu órgãos”.

 

Partido MPLA no Namibe recomenda aos órgãos do Ministério do Interior mais efectivos para polícia nacional

 

O Caminho-de-ferro de Moçâmedes, tem como perspectiva para o presente ano, a aquisição de novas locomotivas para transporte de produtos perecíveis. Esta necessidade foi manifestada à rádio pública pelo Delegado provincial daquela empresa, Francisco Mário.

“Temos na nossa agenda, a aquisição de mais carruagens, passageiros mas alguns especializados para transporte, no caso de alguns produtos perecíveis, peixes, hortícolas e outros. Este investimento nós estamos a equacionar com outras entidades internacionais para aquisição para o caminho-de-ferro para efetivamente termos um transporte com alguma qualidade e esse é o nosso nossa gestão nos próximos momentos”.

Francisco Mario, Delegado provincial do caminho-de-ferro de Moçamedes

 

Caminho-de-ferro de Moçâmedes necessitada de mais locomotivos para  transporte de produtos perecíveis.

 

O Instituto de Desenvolvimento Florestal, está engajado no repovoamento florestal nas zonas devastadas por carvoeiros e lenhadores no município da  Bibala província do Namibe. Os dados adicionais desta notícia é Armando Chicoca.

Zona devastada por abate de árvore no município da Bibala província do Namibe, serão compensadas com a plantação de  mudas de café, a orientação foi baixada pelo ministro da agricultura e floresta, António Francisco de Assis, na sua recente visita de trabalho a província do Namibe, segundo disse à Voz da Ámerica, Zonza Zango de Fátima Puissa, director do gabinete provincial do Namibe da agricultura.

 

Zonza Zango de Fátima Puissa, Director do gabinete provincial da agricultura no Namibe

“Na zona da Bibala estamos a falar nomeadamente na fazenda Tampa, na zona do bruco, capangombe e na fazenda do maconge, o senhor ministro como sabeis é do sector a mais de 40 anos se não estiver errado e ele domina isso que o Namibe já teve café no tempo colonial nas zona das mangueiras, na serra da leba não em grandes quantidades mas adaptou-se muito bem e teve resultados bastante promissor”.

 

Zonza Zango de Fátima Puissa disse ainda na VOA.

Zonza Zango de Fátima Puissa, Director do gabinete provincial da agricultura no Namibe

“Então o que está a se fazer sobre a proposta do senhor ministro e a província recebe isto de bom grado é a reintrodução desta espécie ou desta cultura nesta região pós já predominou ali no era colonial. A província até a presente data recepcionou 20 mil mudas de café estão já concentradas nas zonas das mangueiras no viveiro do senhor Tomás Hungulo e estamos a criar as condições mobilizar as comunidades e as autoridades tradicionais estão envolvidas nisto e o instituto médio agrário do Capangombe, a escola técnica agrária da Maita a administração do Moinho, a população tem se dedicado a prática do carvão no sentido de criarmos um dia que vai ser o dia do lançamento do programa que será feito por sua excelência senhor ministro da agricultura e o senhor governador da província e a equipe do governo plantarmos lá esta árvore no sentido de introduzir essa cultura do cafezal no sentido de também de combatermos a desflorestação”.

 

Plantação de café nas zonas devastadas por abate e destruidor  de árvores vai ajudar grandemente as próprias comunidades locais em tempo de recolha para poder vender os produtos  e potenciar  a economia familiar tal como fazem  com a vendas de mangás produzidos localmente.

Zonza Zango de Fátima Puissa, Director do gabinete provincial da agricultura no Namibe

“A população poderá se beneficiar colhendo e comercializando este café, para que possa diversificar a sua actividade em vez de partir a desmatação corte do motoape que está a acabar possa colher na época da manga, vai colher a manga conforme está a acontecer agora vai comercializar, na época da mucua colhe a mucua e vai comercializar, na época do café também vai colher o café e vai comercializar e possam reduzir de forma acentuada a desmatação da serra e a prática do comércio de carvão”.

 

Josefina Cavalo, agricultora nas imediações de Caraculo e serra da leba.

Josefina Cavalo, agricultora nas imediações de Caraculo e serra da leba

“O senhor recomendou que nós devemos trabalhar as nossas terras para podermos acabar com a fome e a pobreza aqui no Namibe, e recomendou também que deixássemos de cortar árvores na serra da leba para passarmos a cultivar o nosso café. Já está a se cultivar café na leba. Está a falar está a fazer. Ele é uma pessoa que veio para aqui nos visitar e deixou um grande exemplo para nós todos como produtor”.

 

As obras de construção do edifício autárquico e da escola de 26 salas de aulas, ambas localizadas em Ondjiva, estão paralisadas por conta de questões financeiras.

A constatação foi efectuada recentemente pelo Ministro da Adminstração do Território, Dionísio da Fonseca.

E o fiscal do futuro edifício autárquico, Domingos de Ceita, disse que a execução física é de 22% e a financeira é de 27%, mas existem facturas que estão pendentes, situação que está a dificultar andamento da obra.

“A execução física atualmente está a 22%, e a execução financeira está a 27%, mas dos 27% só foram pagos 15%, outra metade ainda não foi pago porque a faturas que ainda está pendente da parte empreiteira e da parte da fiscalização, por isso que o avanço não foi assim grande coisa, porque normalmente na obra somando seja mais ou menos a uns mil milhões cento e trinta (1000.000.000.130). Eles fizeram um adiantamento, armaram a latitude, nesse momento está armada até a junta de dilatação. Ela será fechada, betumados uma parte até a junta e depois a outra parte depois da junta”.

Domingos de Ceita, Fiscal do futuro edifício autárquico.

 

A escola do 1.º ciclo de 26 salas de aulas, está com uma execução física e financeira de 85%, mas o empreiteiro quer um reiquilíbrio financeiro, uma possibilidade que o Director do Gabinete Provincial de Estudos, Planeamento e Estatística no Cunene, Marcelino dos Santos, diz não ser possível.

“Ficou claro que não há alguma possibilidade de haver algum reequilíbrio financeiro a população da província já está esgotado e também de ponto de vista daquilo que é o dispositivo legal da lei dos contratos público não a algumas possibilidade de fazer algum pagamento adiantado por tanto esse é o ponto de vista, e agora vamos colocar essas questões ao empreiteiro e ver outras formas de se garantir a efetiva conclusão porque é uma obra que estava muito bem avançada apetrechamento é um contrato a parte, estivemos ontem reunidos com o empreiteiro que está apetrechar já tem disponível o equipamento para o apetrecho da obra, só não coloca aqui na obra porque não a segurança para guardar esse material”.

Marcelino dos Santos, Director do Gabinete Provincial de Estudos, Planeamento e Estatística no Cunene.

 

E o Ministro da Adminstração do Território, Dionísio da Fonseca, disse ter constatado alguns constragimentos mas garante que serão ultrapassados.

Dionísio Manuel da Fonseca, Ministro da Adminstração do Território

“O que foi nos dado a constatar até aqui, é possível verificar alguns constrangimentos na execução de alguns projectos, nomeadamente a escola de 26 salas, que acabamos de visitar, a nível de execução física e financeira, corresponde a 85% mas nota-se algum atraso da parte empreiteira na execução dessa obra, a informação que recebemos do governo provincial, é que foi feito já um contacto com o ministério das finanças, neste capítulo as coisas para estarem bem o desafio é  assegurar aquilo que possa cumprir com os prazos contratuais e entregar essas obras a população, no capítulo dos projectos do  administrador da administração do território no global, nós temos para a província, três (3) projectos em execução, este de Ondjiva é daquele que está mais atrasado, são apenas cerca de 25% de execução física, estamos também a trabalhar com o ministério das finanças, para assegurar que todos actos de medição que foram emitidos e que resultaram faturas possam efetivamente ser pagos, para que a obra possa decorrer no seu ritmo normal”.

 

Paralisação das obras do edifício autárquico e da escola de 26 salas de aulas preocupa Ministro do Território.

 

O anúncio do apoio americano, feito recentemente em Benguela durante a visita de uma delegação de Washington ao complexo industrial da Carrinho, é visto como demonstração de que o Corredor do Lobito não se esgota no minério dos países vizinhos, podendo representar um estímulo para que Angola reduza a dependência externa da compra de alimentos.João Marcos, correspondente da Voz de América em Benguela completa esta informação.

No complemento do apoio de um bilhão de dólares (1.000.000.000.000), na ligação ferroviária, Angola ao chamados países encravados, ente-câmera para a conexão do Atlântico ao Índico os Estados Unidos querem estimular o agronegócio e a agricultura tirando proveito do programa global de investimentos em infraestruturas a assistente sênior desse mecanismo, criado pelo G7, da NAIPAUL lançou o replo no termo da visita às instalações daquela que é a maior empresa angolana no domínio alimentar.

Agostinho Van Duném, Embaixador de Angola nos Estados Unidos

“A segurança alimentar é uma prioridade para o Presidente Biden, e isso é uma das razões pela qual a agricultura e o agronegócio são pontos focais da iniciativa da PG, entender como é que os caminhos-de-ferros e o corredor do Lobito em específico podem ajudar a fomentar os programas da agricultura e conectar os pequenos produtores a grandes produtores”

 

A Voz da América o empresário Paulo Neves, um importador que começa já a trabalhar a terra nas províncias do Huambo e Benguela pede transparência e acima de tudo a inclusão de pequenos produtores neste pacote.

“Infelizmente nesse país só quem tem ligações muito íntimas com o sistema é que conseguem entrar nessas conversas. Os apoios não seriam para os empresários e as grandes empresas e sim as famílias camponesas porque elas são as que produzem mais nesse país, mas se não houvesse essas famílias camponesas de certeza já teríamos morrido a fome”.

Paulo Nunes, Empresário

 

O economista e agente comunitário Albino Sanjaya, ressalta que este financiamento pode ser via meios de trabalho ou dinheiro mas teme que o agronegócio, atividades para grandes produtores que necessitam de milhares de hectares prejudiquem a agricultura familiar.

“Que não seja feita a custa da agricultura familiar, porque estaremos a assistir muita demanda de terra em risco dessas famílias perderem as suas terras para fazer face ao agronegócio porque demanda muita terra”.

Albino Sanjaya, Economista e agente comunitário.

 

O diretor executivo da Carrinho indústria, Délcio Catarro, confirma que está difícil encontrar financiamento e diz que o grupo que preenche apenas 30%, de um potencial instalado de 1,5 milhões de toneladas de alimentos, vê com bons olhos a estratégia Norte Americana.

Délcio Catarro, Diretor executivo da Carrinho indústria

“O primeiro investimento que fizemos, foram maioritariamente com capitais próprios, não se consegue fazer sem financiamento, que seja interno, que seja externo, de qualquer forma o interno como sabemos está difícil e por tanto nós procuramos junto às entidades internacionais, nós estamos também na busca de parceiros que nos consigam facilitar esse investimento”.

 

 

O embaixador de Angola nos Estados Unidos Agostinho Van Dúnem destacou que a diversificação da economia angolana passa pela agricultura, actividade para a qual conforme realçou são chamadas empresas ao longo do corredor do Lobito.

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