NFV FORA D` HORAS 04-04-2024

05.04.2024

Noticiário NFV, edição de quinta-feira dia 04 de Abril de 2024 com os seguintes tópicos:

1 – Violência contra criança ainda um cancro sem cura;

2 – Angola, 22 anos de silêncio das armas, mas cidadãos ainda reclamam paz social para bem estar;

3 – IESA faz do evangelho arma para desencorajar acções de vandalismo;

4 – Potencialidades económicas do Namibe na mira dos investidores turcos;

5 – Educação em Angola produz quadros fictícios diz especialista;

 

Somos à rádio NFV, coordenação e supervisão de Armando Chicoca, edita Esmael Pena, produção de Domingos Marques, eu sou a Ester Culembe, com apoios do NED e da Open Society.

 

As sucessivas denúncias de casos de violência contra a criança, revelam ainda um aturado trabalho que pesa sobre as autoridades no combate a este fenómeno, um dos maiores males que enferma a sociedade angolana. Nos últimos dias o Instituto da criança recebeu catorze denúncias de violência contra a criança, sendo que o mais arrepiante foi um petiz, obrigado por adultos a assistir a uma cópula, segundo a porta voz daquela instituição, Rosalina Domingos.

 

Rosalina Domingos, Porta-voz do INAC na província do Namibe

“Na província do Namibe recepçionamos catorze denúncias, com destaque com abuso sexual ocorrido no munícipio de Moçamedes, em que a vítima é uma criança de 5 anos de idade do sexo masculino, de acordo com a denúncia os abusos tem sido recorrentimente praticado pelos progenitores, pois os mesmos fazem a criança presenciar os adultos a relacionarem-se sexualmente”.

O Instituto da Criança no Namibe registou na semana finda catorze denúncias, segundo revelou à rádio pública local a porta voz daquela instituição, Rosalina Domingos.

 

Angola completa hoje 22 anos de paz, no meio de muitas divergências de opiniões dos cidadãos quanto após aos ganhos desta conquista, que tanto sangue derramou de incontáveis números de angolanos. Para uns, são assinaláveis os ganhos do fim do conflito entre irmãos, desavindos durante décadas por ambições políticas, enquanto outros reclamam a paz social e a ausência do bem estar dos angolanos ainda abraços com a extrema pobreza.

Ezaúl Lucala, cidadão da província do Namibe

“Não censigo dar uma definição tachativa por não ser um conceito concreto, e sim abstrato, a paz é basicamente a ausência de guerra, é um estado de liberdade e de facto estamos a vive-la. Com a transação desses anos todos muita coisa mudou, várias instituições foram construidas, hospitais, cidadas foram edificadas, tudo fruto da paz que vivemos hoje em dia”.

 

José Henriques, cidadão da província do Namibe

“Na minha percepção existe dois tipos de paz, o calar-se das armas, e a paz entre irmãos que ainda não existe, pois notamos greves nas ruas, baixo nível salarial, o que não traz conforto a ninguém. Foi implementado um sistema de socializmo no nosso país, que centraliza o poder executivo, a justiça, as forças armadas, criando uma especíe de monopólio, uma ditadura, o que dificulta a reivindicar o essa situação, acredito que deveria começar lá de cima, o presidente deveria ser humilde e dizer que o sistema que esta a implementar é dificil para todos, até para ter um negocio é muita burocracia, muitos papeis a tratar, não há paz. Depois da luta armada, a paz que se ganhou é só o calar das armas, quanto ao nível de vida, serviços públicos, atendimento é tudo um caús”

 

Serafim Pecela, cidadão da província do Namibe

“A paz em Angola é uma realidade, temos que adimitir, pelos acontecimentos históricos que já ouvi, vivemos numa realidade muito diferente de antes comparativamente a nossa realidade, as cidades evoluiram, o sistema de ensino, há liberdade de locomoção, de expressão e liberdade religiosa”.

O acordo de Paz em Angola foi assinado 4 de Abril de 2002 no Palácio dos Congressos em Luanda, cujos signatários foram os malogrados, antigo Chefe do Estado Maior das Forças Armadas Angolanas, General Armando da Cruz Neto e General   Abreu Muengo Camortelo, então Chefe do Estado Maior das FALA, extintas forças armadas da UNITA.

 

A Igreja Evangélica Sinodal em Angola no Namibe, vai unir-se com o evangelho aos esforços conjugados das autoridades governamentais, no combate aos actos de vandalismo perpetrados um pouco por todo país. Esta foi uma das tónicas dominantes da audiência que o governador provincial do Namibe Archer Mangueira, concedeu recentemente ao Presidente da Igreja Evangélica Sinodal em Angola no Namibe, Dinis Eurico. O líder religioso que falava à rádio pública local, referiu-se das consequências nefastas de actos de vandalização de bens públicos para à vida da população.

Dinis Eurico, Líder da Igreja Evangélica Sinodal em Angola na província do Namibe

“Falamos muito sobre a vandalização dos bens públicos e que a igreja tem que ter força para que nas suas mensagens, possa desencorajar esses actos maleficos, que não só prejudicam a sociedade em si mas o individuo que o pratica. Se um vandâlo corta o fio de condução electrica que alimenta um hospital, que na eventualidade esteja a se realizar cirurgia de seu familiar, o mesmo estará a produzir obito para sua família, no entanto a vandalização não prejudica só a sociedade mas o individuo que assim procede, daí é que a nossa mensagem vai para a mudança de corações”

Líder da Igreja Evangélica Sinodal em Angola, no Namibe, Dinis Rico. A sua congregação vai associar-se aos esforços das autoridades governamentais.

 

Cidade capital, Província do Namibe.

A província do Namibe poderá entrar na rota de investimentos da Turquia. Uma comissão empresarial daquele país, esteve esta quarta-feira nesta província, para identificar possíveis áreas de investimentos. Segundo a informação vinculada pelo Gabinete da Comunicação Social do governo provincial do Namibe, o grupo empresarial turco, ERSA E YILDIRIM, tem na mira os sectores: portos, Minas, Energia solar, logística e turismo. O seu responsável, Robert Hilden, disse que o grupo já opera em dezassete países.

Acompanhados pelo Vice-governador para os sectores políticos, económicos e social do Namibe, Abel Kapitango, os empresários turcos foram ver o projecto integrado de desenvolvimento da Baía de Moçâmedes, porto comercial do Namibe e o porto mineraleiro do Saco Mar.

 

Angola continua a estar na lista dos países com o pior sistema de educação desde a escola primária ao ensino universitário, no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), de acordo com dados apresentados no terceiro encontro de jovens investigadores daquela organização. Coque Mukuta, correspondente da Voz de América em Luanda completa esta informação.

 

O baixo nível do sistema de educação em Angola faz com que o país esteja “a formar quadros de faz de conta”, corrobora o professor, Carlinhos Zassala.

Zassala disse que “isso começa com as condições de aprendizagens”.

“Quantas vezes vemos alunos estudando debaixo das árvores, alunos a estudar na escuridão, professores mal pagos, não existe fiscalização, não há liberdade académica”, disse.

Fernando Sakwela, também professor, diz estar na base do baixo aproveitamento académico a falta de investimento no setor, mas faz também notar “a qualidade dos recursos humanos deste setor” e “o desinvestimento no setor da educação”.

Ele sublinha a necessidade de um investimento no setor de educação nos “dois dígitos” do orçamento.

Sakwela sugere, igualmente, a adoção de boas políticas para um maior aproveitamento académico em todos os níveis, inclusive “a redefinição do preço do papel para livros e jornais”.

“Nós temos uma política de papel muito cara, que torna os jornais e livros muito caros. Quando os livros e jornais estão muito caros a leitura torna-se difícil”, lembra.

Entretanto, a secretária de Estado para o Ensino Superior, Maria Alice de Almeida, reconheceu que o desafio é melhorar a qualidade de ensino em Angola e estipulou prazos para se alcançarem certos objetivos no sistema de educação.

Peça de Coque Mukuta, correspondente da Voz da América em Luanda

 

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