NFV FORA D` HORAS 08-04-2024

08.04.2024

Noticiário NFV, edição de segunda-feira dia 08 de Abril de 2024 com os seguintes tópicos:

1 – Desafios e oportunidades do sector turístico analisados por operadores do ramo;

2 – Ministério da Juventude e Desportos, procura parcerias para gestão de infraestruturas desportivas no país;

3 – Deputados da UNITA fiscalizam ações do governo no Namibe;

4 – Situação de segurança pública, foi de relativa acalmia durante fim-de-semana;

5 – Angola protestou junto do G7 medidas de rastreamento de diamantes africanos.

 

Somos à rádio NFV, coordenação e supervisão de Armando Chicoca, edita Esmael Pena, produção de Domingos Marques, eu sou a Ester Culembe, com apoios do NED e da Open Society.

 

A cidade de Moçâmedes província do Namibe, contada no rol das mais belas da orla marítima angolana e que ostenta a rotulada de pérola do turismo angolano, conheceu uma moldura humana incomum, com o encerramento das tradicionais Festas do Mar a maior bolsa de negócio e pólo de atracção turística da província, que este ano decorreram de nove a sete do mês em curso, sob o lema, “Fortalecendo a Cultura dinamizar o turismo sustentável”.

À par do certame, a rádio pública de Angola promoveu a partir do Namibe, um debate com empresários do ramo do turismo que falaram dos desafios e as oportunidades do sector.

O analista Mendes de Carvalho, disse que o desmembramento dos sectores da cultura e do turismo, há muito que deveria acontecer dada a importância dos mesmo na economia do país, e defende uma fatia orçamental capaz de cobrir as necessidades do sector turístico. O membro da sociedade civil no Namibe, olha para a desconcentração e descentralização como fator importante para o desenvolvimento do turismo.

“Está distinção foi feita a nível ministerial, já era sem tempo, porque nós devemos perceber que o turismo é um mundo, a cultura é um mundo muito grande e complexo, e o ambiente é outro mundo grande e complexo, juntar um departamento ministerial para responder, é impossivel, nós não teriamos sucesso, e aí estão as respostas que nós tivemos até agora sobre estes três ministérios, que estavam todos aglutinados e o resultado é este, são mundos diferentes. Outro ponto que nós temos que tocar é, fez-se essas mudanças, já temos um Orçamento Geral do Estado aprovado para 2024, qual é a fatia que vai para o sector do turismo? Há um exercicio muito grande que tem que ser feito, não podemos esquecer esses promenores, o ministro está a indicar, foi-lhe dada esta missão, até muito facilitado porque foi já orientado o que tem que se fazer, o resto vai ter que fazer com a sua equipe, mas é preciso que se pense também em dinheiro, agora o outro elemento muito importante que nós não gostamos de falar, tem a ver com a questão da desconcentração e a descentralização, nós temos que nos concentrar e nos centralizar nos serviços como tal, não pode ser de forma representativa tão somente conforme é, o Governador tem toda competência para poder fezer as coisas aqui, ele quer fazer e nós também, os empresários querem agir e fazer, mas não conseguem”.

Mendes de Carvalho, membro da sociedade civil no Namibe

 

A presidente da Associação dos Hotéis, Restaurantes e Similares do Namibe, Maria Amélia Bernardo, minimizou as alegações de alguns comerciantes, que consideram ser risco financiar o sector de hotelaria e turismo.

“Por incrivel que pareça, teve uma reunião, onde disseram que a banca não emprestava dinheiro ao sector da hotelaria por ser arriscado. Será que agricultura não é riscada? Somos nós do sector da hotelaria que mais emprega neste país, em todo mundo, somos nós que fizemos a publicidade da nossa comida, das nossas tradições, das nossas culturas, é hotelaria e o turismo, como é que é risco emprestar dinheiro a hotelaria? Não percebo, isto foi proferido num fórum, não se diz isto, porque não é risco nenhum, eu tenho um restaurante que a quinze anos vale em património, o meu nome tem património, os meus clientes têm patrimónios, o meu colega ao lado tem património, se ele abriu e já passou-se dois anos, isso quer dizer que está a conseguir manter,  como é que é risco emprestar dinheiro ao sector da hotelaria e turismo”.

Maria Amélia Bernardo, presidente da Associação dos Hotéis, Restaurantes e Similares do Namibe

 

O diretor do gabinete da cultura e turismo do Namibe, Pedro Hangula, frisou que a falta de uma legislação e a não descentralização de alguns serviços, são os principais fatores condicionantes do desenvolvimento do turismo. O responsável da cultura, é de opinião que face a uma boa gestão dos três bilhões de dólares aprovados pelo Chefe do poder executivo, para o desenvolvimento do turismo no país.

Pedro Hangula, diretor do gabinete da cultura e turismo do Namibe

“Se não existir a descentralizasão a nivel de Luanda, esse é o primeiro ponto, segundo ponto, legislação, nós não temos, o sector de turismo, é dos sector que quase não tem legislação nenhuma, então há coisa que não conseguimos fazer, isso também é outro factor, outro constrangimento que faz o turismo não avançar, um outro tema que poderiamos aqui elencar, que podia fazer rapidamente o turismo dar um passo muito grande, se a banca não abrir as comportas, tudo que descutirmos aqui será uma miragem, não vai funcionar. Vamos aqui louvar o executivo, o douctor Mendes de Carvalho, que falava do OGE, já foi aprovado, o ministério foi criando agora, é tão espressiva a preocupação do executivo na pessoa de sua exelência, o Presidente da República, que foi aprovado agora o planador, estão lá bem escurtinad, o que queremos do turismo em Angola está ali no planador, foi aprovado já, e o Presidente da República também aprovou três bilhões de dolares para se investir no turismo, isso aqui mostra claramente que mais de que palavras, está a se trabalhar, e é importante que estes recursos sejam bem canalisados”.

Os desafios e oportunidades do sector do turismo no país, na visão dos operadores do ramo.

 

O Estádio Joaquim Morais, catedral do futebol do Namibe em degradação progressiva, consequência do estado de abandono a que está votado, preocupa sobremaneira os amantes do desporto em geral e do futebol em particular. Questionado sobre aquele recinto desportivo, o Ministro da Juventude e Desportos, Rui Falcão disse recentemente em Moçâmedes, que o seu ministério procura melhor forma de gestão de meios desportivos existentes no país, e aponta como saída airosa, parcerias públicas ou privadas para qualificá-las.

Rui Luís Falcão Pinto de Andrade, Ministro da Juventude e Desporto

“Estamos a procura de formas de gestão de toda panóplia dos meios desportivos que existem no país e requalifica-los no sentido de entrarmos noutra fase, queremos que as parcerias públicas ou privadas e mesmo a gestão privada seje uma saida”.

O Ministério da Juventude e Desportos procura parcerias para a gestão de infraestruturas desportivas do país, segundo revelou aos órgãos de comunicação social no Namibe o titular da pasta Rui Falcão.

 

O grupo parlamentar da UNITA iniciou hoje a fiscalização dos projectos do governo provincial do Namibe, e a auscultação às comunidades dos municípios de Moçâmedes, Tômbwa e Bibala. O Deputado Sampaio Mucanda, porta-voz do grupo parlamentar do maior partido angolano na oposição, fala da agenda de trabalho.

Sampaio Mucanda, Porta-voz do grupo parlamentar da UNITA

“Vamos ouvir o povo sobre as autarquias locais, constatar os problemas que os cidadãos têm, o grau de execução (as obras) e também auscultarmos a todos os cidadãos quanto a situação social, económica da província para que quando chegar o momento do debate na assembleia nacional, possamos falar em nome do povo”.

O Grupo parlamentar da UNITA vai aferir o grau de implementação dos projectos do governo provincial do Namibe, e a auscultação às comunidades no quadro da deputação de proximidade.

 

A situação de segurança pública no Namibe foi caracterizada por catorze crimes de natureza diversa, oito dos quais esclarecidos, que resultaram na detenção de dez presumíveis autores.

Segundo revelou, Henriqueta Joaquim, do Gabinete de Comunicação e Imagem do Comando provincial do Namibe da Polícia Nacional, o movimento rodoviário registou dois acidentes de viação na estrada 280, que liga as cidades de Moçâmedes, Namibe, e Lubango, Huíla que provocaram dois feridos graves.

“Houve catorze crimes de natureza de diversa, destes crimes, oito foram esclarecidos e detidos dez presumiveis autores, por áreas administrativas municipais, Moçâmedes com oito casos, foi o município com maior número de crimes, seguidamente Tômbwa com três casos, Bibala e Virei com um crime cada. Relativamente a sua tipicidade, os furtos destacam-se com sete crimes, roubos com três, seguidamente, ofensas graves a integridade física, abuso de confiança e tráfico de estupefacientes. Relativamente a sinistralidade rodoviária, ocorreram na província durante o final de semana dois acidentes de viação, dos quais um capotamento, este que foi na estrada nacional 280, km 41, com dois feridos graves, e uma colisão entre motociclos, com um ferido ligeiro”.

Henriqueta Joaquim, Membro do Gabinete de Comunicação e Imagem do Comando provincial do Namibe da Polícia Nacional

 

Angola protestou junto do G7, medidas de rastreamento de diamantes africanos. Edson Fela traz outros detalhes.

Angola e outros países africanos, produtores de diamantes, enviaram uma carta ao Grupo dos Sete, G7, protestando contra medidas impostas por esse grupo que impõem que todos os diamantes passem pela Antuérpia na Bélgica, para receberem certificados de origem.

Segundo noticiou a Voz da América, medida destina-se a impedir a entrada nos mercados globais de diamantes produzidos pela Rússia, que é alvo de sanções devido à invasão da Ucrânia.

O envio da carta ao G7, foi revelado pelo presidente do Botswana, Mokgweetsi Masisi, que disse a diplomatas em Gaborone, que o mecanismo de rastreamento do G7, é um fardo injusto para os produtores africanos de diamantes.

Mokgweetsi Masisi, Presidente de Botswana

Masisi disse que o seu governo foi o autor da carta, depois partilhada com outros países africanos produtores de diamantes, como Angola e Namíbia, para sua aprovação é enviada aos países membros do G7, nomeadamente Canadá, França, Alemanhã, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos

“Escrevemos uma carta, redigimos a carta principal, partilhámo-la com outros países produtores nomeadamente Namíbia e Angola, e pedimo-lhes que fossem co-signatários, e com pequenas alterações, todos nós co-assinamos e enviamos ao G7 e não tivemos uma resposta”, disse o presidente do Botswana.

“Aparentemente, eles dizem que estão a efetuar consultas, mas os requisitos entraram em vigor, e felizmente, o Conselho Mundial de Diamantes também protestou porque houve sérias perturbações no fluxo do comércio de diamantes e implicações de custos e atrasos”, acrescentou.

Com efeito, mais de 100 empresas de diamantes escreveram recentemente uma carta ao Centro Mundial de Diamantes de Antuérpia, expressando preocupações com os atrasos aduaneiros no comércio de diamantes, desde que o G7 introduziu as medidas de rastreabilidade.

Diamantes

A imposição de sanções à Rússia, já tinha anteriormente provocado problemas a Angola, cuja empresa de diamantes tentou forçar a companhia russa Alrosa, a abandonar o acordo de produção na mina de Catoca – uma das maiores do mundo – porque a presença russa estaria a criar problemas à comercialização dos seus diamantes.

O secretário de estado angolano para os Recursos Minerais disse, no passado mês de março, que a solução do contencioso que Luanda tem com a multinacional russa dos diamantes, Alrosa, deverá ser encontrada através de uma decisão política.

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